Procurar desaparecidos é uma corrida contra o tempo. No caso de crianças, adolescentes e idosos, o desafio é maior e exige medidas diferenciadas. Por isso, o Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis criou um protocolo de atendimento para ser compartilhado em todo o Rio Grande do Sul. O Procedimento Operacional Padrão (POP) classifica os casos por cores a partir do grau de risco. O Rio Grande do Sul tem hoje 154 registros de desaparecidos ativos, sendo 58 envolvendo crianças e adolescentes. Os dados indicam que o público mais vulnerável está na faixa etária entre 12 e 17 anos. Dos mil 649 desaparecimentos registrados este ano, mil 525 eram desta faixa. O fluxo operacional de atendimento prevê regras desde a forma de registrar o desaparecimento até a atuação dentro de duas, seis e 24 horas do horário do sumiço.