Lesões na medula espinhal sempre foram tratadas pela medicina como praticamente irreversíveis. Quando os neurônios são rompidos, o corpo tem capacidade limitada de regeneração, o que torna a paralisia, em muitos casos, permanente. Uma pesquisa liderada por uma cientista brasileira, no entanto, pode mudar esse cenário. A professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveu uma proteína experimental chamada polilaminina, capaz de estimular a reconexão de neurônios danificados. O avanço já permitiu que pacientes paraplégicos e tetraplégicos recuperassem movimentos, resultado considerado inédito em casos graves de lesão medular. Até o momento, ao menos 16 pacientes brasileiros conseguiram na Justiça autorização para receber a aplicação experimental. Desses, pelo menos cinco apresentaram recuperação parcial dos movimentos.